Somente poderemos superar a pobreza quando a maioria das pessoas tiverem acesso ao trabalho decente, pois DOIS BILHÕES DE PESSOAS vivem com o equivalente a menos de 2 dólares ao dia e em condições indignas de trabalho e de vida. O papel da OIT é fundamental no combate à pobreza e à miséria ao promover a Justiça Social e os direitos humanos e laborais, traz a nós a paz laboral essencial para a prosperidade, favorecendo a criação de trabalho decente e condições laborais e econômicas que permitem aos trabalhadores e empregadores sua participação na paz duradoura, a prosperidade e o progresso dos povos. Com o advento de uma nova realidade na economia, na política e no trabalho no mundo, desde a parte final do século XX, os trabalhadores se organizam para enfrentar novas e complexas situações, desta forma nasceu um novo Sindicato Internacional, uma voz mais forte e mais unida a nível mundial, destinada a abordar o desafio da globalização com energia e esperanças renovadas, com a união da CIOSL e CMT, gerando a CSI – CONFEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL. No Brasil a Social Democracia Sindical - SDS, Confederação Geral dos Trabalhadores - CGT e Central Autônoma dos Trabalhadores - CAT, se uniram com o fim de seguir este passo dado a nível internacional. Neste contexto é que nasce a UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES – UGT e pretende traçar uma nova trajetória ao movimento sindical para o século 21, que vai além do corporativismo e incorpore as idéias de um sindicalismo cidadão, ético e inovador, fazendo com que o processo de globalização assuma dimensão social, quebrando os paradigmas tradicionais. Passa a incorporar o desafio da inovação tecnológica, já que o trabalhador não é inimigo da inovação mas deve adaptá-la ao seu bem estar e aos interesses maiores da sociedade. Também vai enfatizar a necessidade da preservação ambiental e a melhoria da condição de vida, moradia, saúde, educação, segurança, cultura e lazer da sociedade brasileira. Considera a paz e o internacionalismo como temas a serem incluídos na agenda do movimento sindical, envolvendo a defesa do desarmamento nuclear, da destruição das armas de extermínio de massa, da solução diplomática dos conflitos e da reforma de todos os organismos internacionais multilaterais. Acredita na adoção de um novo sindicalismo que tenha o ser humano como centro, ao defender um modelo de desenvolvimento que tenha compromisso com a vida e elimine a injusta distribuição de renda hoje existente. O ser humano, sua liberdade com dignidade e seu bem estar são os fundamentos de toda a ação do sindicalismo do século XXI. O Brasil tem sido modelo e destaque Mundial em várias frentes de avanço, tecnológica/energética e sócio/laboral, o recém criado caminho para descontaminar a atmosfera que é o “Biocombustível”. Também a ênfase dada no Relatório Global de Seguimento à Declaração da OIT sobre os Princípios Fundamentais e Direitos no Trabalho, 2º, referido o Principio da Não Discriminação, em síntese, introduzindo a redução das desigualdades raciais e de gênero como parte de inclusão social e desconcentração de renda com crescimento do produto e do emprego e, também, elaborando Planos Nacionais de Política para Mulheres, de Promoção da Igualdade Racial e Brasil sem Homofobia. No Setor Pesqueiro há um progresso muito grande no Brasil, a ONU estuda a ampliação do Mar Territorial ou Prolongamento da Plataforma Continental do Brasil (PC) de 200 milhas para 700 milhas, pois são 8 mil Kilómetros de costa, isto requer do Brasil eficácia na vigilância. Nos dias de hoje, damos importância as condições de trabalho e vida abordo das embarcações, contando com equipes especializadas de Inspeção do Trabalho, que verificam também barcos estrangeiros. Importante observar que nossas normas são construídas de forma Tripartite, e que os representantes dos Trabalhadores participam colaborando no planejamento dessas fiscalizações. Devidos essas necessidades e também a exploração e exportação dos recursos vivos e não vivos do subsolo, do solo marítimo e das águas sobrejacentes, conclamamos que se juntem às nossas preocupações e façam com que nós, num intenso trabalho tripartite, possamos tirar o consenso de uma Convenção. O Brasil, começa a sair da empresa obsoleta para a moderna globalizada, pois ela é a principal fonte de Crescimento e Emprego dentro da Promoção de Empresas Sustentáveis, sabendo que não há desenvolvimento sustentável sem empresas sustentáveis. Lembramos aos países Membros da OIT, o que impulsiona o crescimento econômico é, antes e acima de tudo a criatividade e a árdua labuta de trabalhadores e empresários, todos motivados pelos lucros, gerando mais empregos, rendas e bem estar derivados do Trabalho. Somente se pratica Civismo Empresarial com ética, pagando os impostos, cuidando do meio ambiente, melhorando as condições reinantes na comunidade, dando trabalho digno à pessoa humana e respeitando todos os direitos trabalhistas. Como princípio único desta Promoção de Empresas Sustentáveis temos que qualificar nossos trabalhadores de acordo no contido da Recomendação 195 de 2004, da OIT, sobre VALORIZAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS. Por último, o BRASIL é um dos 10 (dez) Países membros da OIT com assento permanente no Conselho de Administração, o Governo tem que corresponder com esta responsabilidade pois ainda não Ratificou a Convenção 151 e Resolução 159 que traz um conjunto de procedimentos para o reconhecimento de organizações de Servidores Públicos, negociação de termos e condições de trabalho, a vigência do acordo acertado entre uma autoridade publica e uma organização de Servidores Públicos, partindo desta premissa, aí sim poderá regulamentar a “GREVE NO SERVIÇO PÚBLICO”. Não podemos deixar de citar a ausência do TRIPARTISMO, principalmente da Bancada dos Trabalhadores na agenda do Trabalho Decente que o Governo Brasileiro desenvolve, esquecendo que os trabalhadores Influência em muito na inclusão social, nas oportunidades e nas políticas públicas.
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