|
Crise interna
Reportagem do jornal
O Estado de S. Paulo afirma
que o Conselho Nacional de Justiça vive uma crise com potencial para
impor um retrocesso nos avanços obtidos nos dois últimos anos, na
luta contra o corporativismo nos tribunais estaduais. "A partir de
2008, o CNJ soma êxitos como instrumento de controle do Judiciário,
tornando quase esquecida a desconfiança sobre a eficiência
corregedora de um órgão interno, que o acompanha desde a origem. A
síntese desse ciclo foi a libertação de 22 mil presos indevidos, a
inspeção de tribunais em todo o país, a punição inédita de
magistrados e suporte tecnológico para o cumprimento de metas
produtivas rigorosas, num mutirão pela transparência do Poder
Judiciário. Boa parte dos integrantes do CNJ acha que está em curso
uma reação corporativista com o objetivo de subtrair seu poder
fiscalizador e torná-lo mero apêndice do Supremo Tribunal Federal",
escreveu o jornalista João Bosco Rabello.
Fontes Secas
O colunista Elio Gaspari, da
Folha,
faz uma curta análise sobre a presidência do ministro Cezar Peluso,
no Supremo: "O presidente do Supremo, Cezar Peluso, estabeleceu um
padrão capaz de tirar do noticiário as declarações habituais de
"fontes do Supremo". Se depender dele, as únicas fontes da Casa
serão os bebedouros".
Revista
Consultor Jurídico,
6 de junho de 2010
|