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Até tu, Brutus, meu filho?
Segundo o professor de língua portuguesa Ari Riboldi, a frase remete a uma famosa história da Idade Antiga. No século I A.C., o imperador romano Júlio César foi vítima de uma conspiração de senadores para tirá-lo do cargo. Entre eles estava o seu filho adotivo Marcus Brutus. O complô resultou no assassinato do imperador a punhaladas pelo grupo de senadores. Na hora da morte, Júlio César reconheceu o filho entre os seus algozes e proferiu a frase. "Até tu, Brutus, filho meu?". "É uma frase célebre que, com o tempo, adquiriu um sentido simbólico", afirma Riboldi. Ao pensarmos nesse fato histórico, não estranhamos a atitude de uma companheira nossa, Oficiala de Justiça, que, oprimida, buscando a sua identidade no opressor (Tribunal de Justiça), na linguagem nietzscheana, se volta contra aqueles que estão lutando pelos direitos de toda a Categoria, incluindo-se nesta luta os Oficiais de Justiça, portanto, a própria companheira QUE TAMBÉM SERÁ UMA DAS BENEFICIADAS POR NOSSAS CONQUISTAS. O que nos fortalece nessa situação é a consciência que temos de que o Sindicato União procura trabalhar de forma inteligente, legal e ordeira, cumprindo a Lei, pois entendemos que a Constituição deve estar acima de todos e deve ser cumprida por todos, conforme preceitua John Rawls, no livro Uma Teoria da Justiça. |