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Michel Temer
(PMDB/SP) só vê possibilidade de votar o fim do fator em plenário em
caso de amplo acordo. "Nós vamos ver como resolver a questão das
aposentadorias, que deve nascer de um entendimento. Qualquer outra
fórmula vai ser muito difícil"
As centrais sindicais
pretendem sair da nova reunião de segunda-feira (23) com uma nova
proposta para encaminhar ao Governo. "Segundo o presidente Lula, se a
gente encaminhar, ele fará uma MP, porque esse aumento tem que valer a
partir de primeiro de janeiro", comentou o deputado Paulo Pereira da
Silva (PDT/SP).
O presidente da
Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley
Martins Gonçalles disse que os aposentados pretendem pressionar os
deputados ao longo de toda a semana, até que o PL 1/07 seja colocado na
pauta do plenário.
"A gente vai
continuar trazendo os aposentados para a rua. Se não tiver pressão, nós
não vamos chegar a lugar nenhum. Nós fazemos uma manifestação pacífica e
vamos conseguir o que é de direito dos aposentados".
Os aposentados
fizeram manifestação nos acessos ao Salão Verde da Câmara, nesta
terça-feira (17), em defesa da aprovação da emenda do senador Paulo Paim
(PT/RS) que garante a todas as aposentadorias o mesmo índice de reajuste
do salário mínimo.
A proposta do senador
Paim tem o apoio da Cobap e de algumas centrais sindicais, como a CTB, a
UGT e a Nova Central Sindical e também do FST (Fórum Sindical dos
Trabalhadores).
De acordo com a
emenda do Senado ao projeto, as aposentadorias e pensões seriam
reajustadas de acordo com o índice da inflação mais o aumento real
baseado no PIB integral.
Nova proposta
Três centrais sindicais - CUT, Força Sindical e CGTB - têm negociado com
o Governo em torno do substitutivo do deputado Pepe Vargas (PT/RS)
apresentado à Comissão de Finanças e Tributação que garante às
aposentadorias o índice da inflação mais o aumento real com base na
metade do PIB de dois anos anteriores.
A pedido do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, todas as centrais sindicais devem
se reunir, na próxima segunda-feira (23), em busca de uma nova proposta,
mais consensual, como informa o presidente da Força Sindical, deputado
Paulo Pereira da Silva (PDT/SP).
"Um acordo (de
reajuste) como querem hoje - igual ao salário mínimo - ele [Lula] disse
que não dá e que não vai cometer essa irresponsabilidade. Se for um
pouco a mais do que a gente [CUT, Força e CGTB] já negociou - a inflação
mais a metade do PIB - ele está disposto a conceder", comentou.
O deputado
acrescentou que as centrais pretendem sair da reunião de segunda-feira
com uma nova proposta para encaminhar ao Governo. "Segundo o presidente
Lula, se a gente encaminhar, ele fará uma medida provisória, porque esse
aumento tem que valer a partir de primeiro de janeiro".
Amplo acordo
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), também só vê
possibilidade de votar a matéria em plenário em caso de amplo acordo.
"Nós vamos ver como
resolver a questão das aposentadorias, que deve nascer de um
entendimento. Qualquer outra fórmula vai ser muito difícil".
Em reunião da base
governista com o presidente Lula, na semana passada, ficou acertado que
os projetos de interesse dos aposentados só deveriam ir ao plenário
depois da votação das propostas que tratam do marco regulatório do
pré-sal.
A oposição, no
entanto, reagiu e pretende manter a obstrução enquanto os projetos de
reajuste das aposentadorias e do fim do fator previdenciário não forem
colocados na pauta do plenário. (Com Agência Câmara).
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