Novo ministro da Justiça deve ser Luiz Paulo BarretoO novo ministro da Justiça deve ser o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto, de acordo com reportagem do Estadão. A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, no entanto, afirmou à revista Consultor Jurídico que ainda não tem a informação confirmada. O ministro atual, Tarso Genro, deixa o cargo dia 10 de fevereiro para se dedicar à campanha de pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul. O nome de seu sucessor deve ser anunciado em três dias. Porém, o presidente Lula analisou os nomes do atual secretário executivo, Luiz Paulo Barreto, e do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) para o cargo. Como adiantou a ConJur, a saída de Tarso Genro pode acabar com o impasse que o presidente Lula vive a respeito da extradição de Cesare Battisti à Itália. Battisti foi integrante da organização de extrema esquerda Proletários Armados pelo Comunismo na Itália, foi delatado por ex-companheiros e condenado à prisão perpétua pela participação em quatro homicídios. Fugiu para o Brasil, em 2004. Está preso desde 2007 em Brasília. A “saia justa” começou quando o governo italiano pediu a extradição dele. O ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu a condição de exilado político ao Battisti, o que garante a não extradição. Uma das saídas era extraditar Battisti e enfrentar a opinião de quem considera que a Corte italiana violou os direitos humanos. E ainda passar por cima da decisão de Tarso Genro. Com a saída do ministro, o caminho fica aberto para o novo ministro da Justiça receber o processo das mãos do Lula e, caso seja decidido, extraditar Battisti. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que o presidente Lula deve cumprir o tratado que assinou com a Itália sobre a extradição. (Clique aqui e leia mais sobre o assunto na ConJur)
Perfil Funcionário de carreira está há 20 anos no Ministério da Justiça, ele trabalhou com chefe da Divisão de Nacionalidade, de 1986 a 1988; chefe da Divisão de Naturalização, de 1988 a 1990; chefe da Divisão de Nacionalidade e Naturalização, de 1990 a 1991 e chefe da Divisão de Permanência de Estrangeiros, de 1991 a 1994. Em 1994, ele assumiu o cargo de diretor do Departamento de Estrangeiros, onde permaneceu até ser indicado como secretário-executivo do Ministério. Secretário Nacional de Justiça substituto, desde 1997, é também presidente do Comitê Nacional para os Refugiados. Ele fez parte, ainda, da elaboração da Portaria Interministerial nº 394/91, que disciplina o reconhecimento da condição de refugiado no Brasil. Em conjunto com o ACNUR, participou da elaboração do texto original da Lei nº 9.474/97, que implementa o Estatuto dos Refugiados no Brasil e cria o Conare, Comitê Nacional para os Refugiados. Desde 1993, participou de diversos seminários internacionais promovidos pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), no Brasil e no exterior. Ele fez parte, ainda, da elaboração da Portaria Interministerial nº 394/91, que disciplina o reconhecimento da condição de refugiado no Brasil. Em dezembro de 2002, ele Luiz Paulo foi redator do Anteprojeto de Lei de Imigração e Naturalização, dezembro de 2002. Com informações do site do Ministério da Justiça
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