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CONVENÇÃO 151 DA OIT É
APROVADA E CSPB CONVOCA MOBILIZAÇÃO PARA APROVAÇÃO FINAL CÂMARA
Com a mobilização das centrais sindicais e de entidades representativas dos
servidores públicos, especialmente a CSPB- Confederação dos Servidores
Públicos do Brasil, o relator senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), encaminhou
para votação, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, a ratificação da
Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A matéria foi aprovada por unanimidade e agora depende de aprovação na
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser apreciada em Plenário.
Aprovada no Senado, o projeto da Convenção 151 retornará à Câmara dos
deputados, onde já foi aprovada em outubro de 2009.
A Convenção 151 da OIT, que assegura a negociação coletiva no setor público,
entre outras medidas de proteção aos direitos sindicais dos servidores
públicos, é uma bandeira histórica da CSPB. Na verdade é uma luta que a CSPB
iniciou muito antes de existir a Convenção 151, que seria aprovada em 27 de
junho de 1978. Desde os anos 60, a Confederação dos Servidores Públicos
reivindicava a regulamentação das relações de trabalho no setor público.
Tanto é que, em 1963, o deputado mineiro, Marco Antônio Coelho, apresentou
na Câmara dos Deputados o primeiro projeto de organização sindical dos
servidores públicos, construído em congressos da CSPB. Na época, a CSPB
defendia a aplicação das disposições da Convenção de 1949, relativa ao
Direito de Organização e Negociação Coletiva para todos os trabalhadores.
O golpe de 1964 e a Ditatura Militar que se implantou no País impediram a
aprovação do projeto. Mas a CSPB prosseguiu a sua luta, inclusive buscando
apoio da FSM-Federação Sindical Mundial e da União Internacional dos
Sindicatos de Servidores Públicos-UIS Serviços Públicos. Em junho de 1978 a
OIT aprovou a Convenção 151 e deste então a CSPB tem atuado junto ao
Congresso Nacional pela sua ratificação, como pode ser comprovado nos anais
dos Congressos, Plenárias e Seminários da CSPB, bem como em requerimentos e
petições encaminhadas a diversos parlamentares. Durante muitos anos a CSPB
sustentou esta luta exclusivamente com as suas entidades filiadas, ao custo,
inclusive, de perseguições, prisões e até torturas de seus dirigentes. Neste
sentido, deve-se fazer justiça ao ex-presidente da entidade, Raimundo Nonato
Cruz, recentemente falecido, que foi um lutador incansável pela ratificação
da Convenção 151.
Recentemente esta mobilização passou a ser assumida por um conjunto de
entidades, entre elas a Nova Central Sindical de Trabalhadores que assegurou
e mantém todo apoio às mobilizações no Congresso Nacional com vistas à
garantir a conquista desses direitos fundamentais para os servidores
públicos. Nesta atividade a CSPB conta, também, com a solidariedade
fundamental da ISP-Internacional de Serviços Públicos.
A CONVENÇÃO 151 assegura o direito de organização e negociação dos
servidores públicos, garantindo ainda proteção contra os atos de
discriminação que violem a liberdade sindical; a independência das
organizações de trabalhadores da função pública face às autoridades públicas
e proteção contra atos de ingerência das autoridades públicas na formação,
funcionamento e administração das organizações de trabalhadores do setor
público.
Mas é necessário compreender que ainda há uma caminhada pela frente até a
votação final do projeto na Câmara dos Deputados e depois a sua
regulamentação para aplicação em todos os níveis e instâncias da
administração pública nacional. Por isto, como faz há quase 50 anos, a CSPB
vai prosseguir com as suas mobilizações e pressões junto aos parlamentares.
Segundo o Presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, “este é o ano
da aprovação definitiva da Convenção 151 OIT que significa, para os
servidores públicos, a carta de alforria para representar de forma ampla e
efetiva a categoria profissional dos servidores públicos”.
O Secretário Geral da CSPB, Sebastião Soares, que também é o atual
Secretário Geral da UIS-Serviços Públicos, destaca a importância da
Convenção 151. “Trata-se de instrumento indispensável para assegurar os
direitos sindicais de todos os servidores públicos, especialmente com
relação à negociação coletiva e a proteção das entidades sindicais. É uma
luta histórica da CSPB e que, só agora, pode chegar a um final feliz. Mas
ainda precisamos manter a mobilização, fazer pressão e buscar a tramitação
mais rápida do projeto para que esse direito seja, finalmente, conquistado”,
afirmou.
Fonte: CSPB |